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Economia Construtores

Mesmo com a pandemia o que resultou na alta dos materiais de construção civil e consequentemente elevou os custos das obras, o setor que durante os últimos anos tem empregado diversos trabalhadores

Os construtores explicaram que às vezes a liberação dos documentos dos imóveis, como as casas feitas por pequenos empresários demora quase o mesmo tempo da obra, situação que não era assim no ano passado.

17/11/2021 às 09h25
Por: Raul Site Félix Fonte: https://www.rondonopolis.mt.leg.br/
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Mesmo com a pandemia o que resultou na alta dos materiais de construção civil e consequentemente elevou os custos das obras, o setor que durante os últimos anos tem empregado diversos trabalhadores

Mesmo com a pandemia o que resultou na alta dos materiais de construção civil e consequentemente elevou os custos das obras, o setor que durante os últimos anos tem empregado diversos trabalhadores e contribui diretamente para economia local e nacional, agora encontra dificuldades com a liberação de habite-se em Rondonópolis (documento emitido pelas prefeituras) e atualização de BCI (Boletim de Cadastro do Imóvel).

Os construtores explicaram que às vezes a liberação dos documentos dos imóveis, como as casas feitas por pequenos empresários demora quase o mesmo tempo da obra, situação que não era assim no ano passado. “Já amargamos a alta dos materiais, a dificuldade com as taxas de financiamento, essa demora na liberação do habite-se e BCI são outros entraves que precisamos resolver”, explicou Abel Vilela, construtor.

 

 Há poucos meses foi realizada uma reunião na prefeitura de Rondonópolis e explanada essa e outras situações. De acordo com os construtores muitos pararam de construir ou estão mudando de atividade para conseguir o retorno financeiro mais rápido. “Vimos na pandemia o quanto a construção civil foi importante para economia, o quanto a prefeitura arrecadou com impostos, isso sem falar na geração de empregos, por isso, ficar com os imóveis parados, esperando documentação, está inviabilizando muitos construtores”, disse Juvenil Israel Silva, construtor e advogado.

Outro apontamento é que os imóveis que estão aguardando essa documentação muitas vezes são furtados, tem fios, lâmpadas, vidros temperados, portões arrancados e por isso pedem ajuda da câmara municipal para sensibilizar o prefeito a orientar a secretaria de habitação e urbanismo para fazer habite-se e atualização do BCI mais rapidamente. A exemplo do BCI que é documento que contém os dados cadastrais com identificação e localização do imóvel, situação cadastral, dados e características do terreno e da construção. “A sugestão é que seja emitido junto com habite-se uma vez que já foram apresentadas essas informações no projeto e o fiscal já terá conferido durante a vistoria do habite-se, sendo que mais de 90 % dos imóveis são financiados e essa vistoria é feita novamente por um engenheiro da instituição financeira que vai financiar o imóvel, se tudo não estiver correto a vistoria do banco é reprovada”, destaca Ivan de Sousa, engenheiro.

O presidente da câmara dos vereadores, Roni Magnani,que já participou de outras reuniões junto com a vereadora Kalynka Meirelles, disse que vai abrir novamente o diálogo com a prefeitura de Rondonópolis e propor uma mudança no código de obras do município. “Precisamos viabilizar o setor para fortalecer ainda mais a nossa economia. Muitos pais de família precisam se manter no mercado de trabalho e a construção civil tem tido esse papel fundamental, por isso vamos juntos fazer as alterações dentro da legalidade”, cravou Roni.

A vereadora Kalynka Meirelles destacou que a construção civil tem mudado a arquitetura de Rondonópolis, com prédios, casas, avenidas, iluminação mais bonita e contribuído para chamar novos investidores. “Além da geração de empregos desde a venda de materiais de construção civil a corretagem de imóveis, esse setor tem embelezado ainda mais nossa cidade que atrai pessoas de diversos estados para morar ou investir aqui, também é preciso modernizar o sistema da prefeitura, em Londrina e Maringá por exemplo, tudo é digital”, pontuou.

Na oportunidade também falaram do novo plano diretor que está para chegar na casa de leis, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Região Sul do Estado de Mato Grosso, Flávio Garcia de Souza Junior, pediu que todos os parlamentares estejam acompanhando para que Rondonópolis tenha equilíbrio sustentável. “Queremos ser exemplo para o Brasil de desenvolvimento sustentável com uma economia forte”.

Roni Magnani tranquilizou a todos explicando que serão realizadas audiências públicas e que uma empresa de consultoria está em processo de contratação pela câmarade Rondonópolis para que o projeto seja votado sem nenhuma dúvida dos parlamentares. “Fiz um compromisso que minha gestão como presidente será transparente com participação popular e dos setores interessados” finalizou.

Participaram da reunião, Abel Vilela construtor e correspondente imobiliário, Juvenil Israel Silva  construtores advogado, Ivan de Sousa construtor e Engenheiro Civil, Flavio Garcia de Souza Junior, presidente do Sinduscon-MT, Kalynka Meirelles Vereadora e Roni Magnani, Presidente da câmara de vereadores de Rondonópolis. 

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