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Política PEDIDO DE CASSAÇÃO

Vereadora diz que ato de colega é "estapafúrdio" e "absurdo" Sargento Vidal pediu cassação do mandato de Michelly Alencar por quebra de decoro

Vidal acusa Michelly de quebra de decoro, injúria e de incitar a população contra os parlamentares.

16/11/2021 às 15h27
Por: Raul Site Félix
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A vereadora Michelly Alencar, que se defendeu após pedido de cassação de seu mandato
A vereadora Michelly Alencar, que se defendeu após pedido de cassação de seu mandato
LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

A vereadora Michelly Alencar (DEM) classificou como “estapafúrdio” e “absurdo” o pedido de cassação de seu mandato feito pelo colega, Sargento Vidal (Pros), na Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá. 

Vidal acusa Michelly de quebra de decoro, injúria e de incitar a população contra os parlamentares. Ele chegou a registrar um boletim de ocorrência. 

“Esta ação se resume em duas palavras: estapafúrdia e absurda. Foi movida pelo Sargento Vidal para cassação do mandato por injúria, porque o vereador se sentiu acusado pela minha pessoa por ter repostado o posicionamento de um cientista político respeitado”, disse Michelly. 

“O crime de injúria, para aqueles que conhecem a lei, diz respeito à pessoalidade, quando uma pessoa é acusada e esta postagem não tinha o nome de nenhum vereador”, acrescentou.

A briga entre os dois começou após Michelly republicar uma opinião do jornalista Onofre Ribeiro, em que ele diz que “a cassação do prefeito em Cuiabá vai depender do tamanho do cheque que os vereadores receberem”.

Eu não vou admitir censura à minha palavra, intimidação, que a palavra de uma mulher seja censurada de forma descabida, desrespeitosa e irresponsável 

Vidal acusou Michelly de “inflamar” a população ao pedir para que cobrem dos parlamentares a votação favorável à abertura de Comissão Processante contra o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB). A oposição, aliás, foi derrotada nesse pedido na semana passada. 

“Estamos aqui pela população e ela tem que nos cobrar, sim. E sempre que eu sentir necessidade de dizer à população para cobrar o seu vereador, o farei. Isso é liberdade parlamentar”, afirmou ela. 

“Eu não vou admitir censura à minha palavra, intimidação, que a palavra de uma mulher seja censurada de forma descabida, desrespeitosa e irresponsável”, disse. 

Michelly afirmou que outros vereadores fizeram a mesma publicação, mas que somente ela foi alvo do pedido de Vidal. Ela disse que não irá "se intimidar" com a representação na Comissão de Ética da casa. 

“Todos os homens da oposição postaram a mesma coisa. Isso foi postado por vários cidadãos cuiabanos. Isso foi falado por um jornalista e apenas uma mulher foi representada na Comissão de Ética. Não vou me intimidar”. 

“Não vai ser hoje, por causa de uma representação, que vou me permitir ser calada. Se o intuito da representação, Sargento Vidal, era me intimidar, me calar, quero dizer que não conseguiu. Eu não quero espetáculo, quero respeito”, completou. 

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