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Médico é condenado a 41 anos por matar a namorada em MT Fernando Veríssimo Carvalho foi julgado nesta quarta-feira (10) pelo Tribunal do Júri de Rondonópolis

O médico Fernando Veríssimo Carvalho, de 30 anos, foi condenado a 41 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de sua namorada Beatriz Nuala Soares Milano

11/11/2021 às 13h55 Atualizada em 11/11/2021 às 14h05
Por: Raul Site Félix
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Fernando Veríssimo Carvalho está preso penitenciária Mata Grande
Fernando Veríssimo Carvalho está preso penitenciária Mata Grande
VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O médico Fernando Veríssimo Carvalho, de 30 anos, foi condenado a 41 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de sua namorada Beatriz Nuala Soares Milano, em novembro de 2018, em Rondonópolis. A vítima estava grávida de 4 meses na época do assassinato.

 

A condenação ocorreu durante o julgamento no Tribunal do Júri de Rondonópolis, presidido pelo juiz Wagner Plaza Machado Junior, nesta quarta-feira (10).

 

O médico espancou a namorada até a morte. A vítima foi atingida com golpes de objeto contundente na cabeça, que provocaram inúmeras lesões, causando-lhe traumatismo cranioencefálico. Ela morreu ainda na residência do casal.


Levando em conta o requinte de crueldade do assassinato, a Justiça considerou que o homicídio ocorreu por motivo fútil e torpe, impossibilitando a defesa da vítima e causando o aborto da filha sem o consentimento da gestante.
 

 

A pena foi estabelecida em 34 anos e 8 meses pelo homicídio qualificado de Beatriz e houve o acréscimo de 7 anos de reclusão pelo crime de aborto.

 

“Os motivos do delito são por si reprováveis, pois o réu agiu motivado na torpeza reconhecida no homicídio contra a genitora, decidindo aborto, pois estava descontente com a gestação”, escreveu o magistrado.

 

Segundo o processo, Fernando utilizou seu conhecimento médico para causar a morte de Beatriz sem deixar vestígios. Tanto que, após a morte da namorada, o réu tentou induzir a Polícia a concluir que houve uma morte natural.

 

Na denúncia do Ministério Público Estadual, em que o crime é detalhado, Fernando ainda é descrito como uma pessoa “ciumenta, irritadiça e de temperamento explosivo e imprevisível” e que já tinha um histórico de relacionamento conturbado com a vítima.

  

Atualmente Fernando está preso na Penitenciária Mata Grande, em Rondonópolis. Ao longo dos anos sua defesa tentou diversos pedidos de habeas corpus, que foram negados. Ele vai cumprir a pena em regime fechado.

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