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LEITOS NO HR

A polêmica em torno da abertura dos novos leitos no Hospital Regional de Rondonópolis.

O Governo do Estado e sua Secretaria de Saúde precisam melhorar urgentemente a comunicação interna e externa.

Raul Site

Raul SiteSite de notícias de Rondonópolis e Mato Grosso - Jornalismo Online | Diretor Raul Félix Site.

12/04/2021 09h48Atualizado há 1 mês
Por: Raul Site Félix
Fonte: www.agoramt.com.br | Por Eduardo Ramos
Vereadores e secretário de Saúde do município reclamaram da falta de informação e das hostilidades. – Foto: Varlei Cordova/AGORAMT
Vereadores e secretário de Saúde do município reclamaram da falta de informação e das hostilidades. – Foto: Varlei Cordova/AGORAMT

A polêmica em torno da abertura dos novos leitos  no Hospital Regional de Rondonópolis terminou com uma certeza: O Governo do Estado e sua Secretaria de Saúde precisam melhorar urgentemente a comunicação interna e externa.

A história começou com a direção do Hospital Regional, que optou por um tratamento truculento ao secretário municipal de Saúde, Vinicius Amoroso, e aos vereadores Reginaldo Santos e Marildes Ferreira. Eles representavam a Prefeitura e a Câmara e foram para o HR na tarde de sexta-feira (09) com o objetivo de ajudar.

Horas antes os três haviam participado da reunião com o prefeito, representantes de órgãos públicos e da sociedade. Foram para o hospital após a reunião checar se de fato seriam abertos naquele dia os novos leitos e como poderiam colaborar.

O interesse era justificado. Havia mais de uma dezena de pessoas na fila por UTIs naquele dia e, não bastasse isso, os leitos poderiam garantir a reclassificação do nível de risco do município – permitindo a redução das restrições impostas às atividades econômicas em decorrência da pandemia.

Ao invés de dar as explicações, a direção do hospital preferiu enxotar as autoridades. Os vereadores resistiram, montaram uma vigília e o caso ganhou destaque na imprensa e redes sociais. Sim, houve exageros como a entrada na área de UTIs de pessoas não autorizadas. Mas tudo poderia ser evitado com uma postura diferente dos dirigentes do HR.

O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, não ajudou. Divulgou inicialmente uma nota curta e grossa. Fez acusações, esclareceu pouco e não informou o mais importante: a data para a inauguração dos novos leitos.

Acabou sobrando para o governador Mauro Mendes. Ele recebeu dezenas de telefonemas de deputados e outras lideranças preocupadas com a crise em Rondonópolis. Sentindo o desgaste, determinou que o problema fosse resolvido ainda no sábado (10) – o que ocorreu.

O governador tem ainda muito tempo para recuperar o desgaste que sofreu nestas pouco mais de 24 horas. Mas é bom que o caso sirva de lição para evitar erros semelhantes. Será bom para o governo e melhor ainda para a população.

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