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SUSPEITA DE TRÁFICO

Ex-delegado tenta comprar aeronave e é preso em MG com R$ 260 mil

Suspeita é de que aeronave seria para transportar drogas; Arnaldo Sottani já havia sido preso em MT

Raul Site

Raul SiteSite de notícias de Rondonópolis e Mato Grosso - Jornalismo Online | Diretor Raul Félix Site.

18/03/2021 16h23
Por: Raul Site Félix
Fonte: https://www.midianews.com.br/
CÍNTIA BORGES E LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O ex-delegado da Polícia Civil de Mato Grosso Arnaldo Agostinho Sottani, de 49 anos, foi preso pelas forças de segurança de Minas Gerais, na quarta-feira (17), suspeito de associação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. 

 

Arnaldo foi preso dentro de uma aeronave na cidade de Caratinga (MG). Com ele foram apreendidos o montante de R$ 260 mil.

 

Em 2016, o ex-delegado havia sido preso em flagrante, pelas forças policiais de Mato Grosso, por tráfico de drogas. Ele pilotava uma aeronave com 150 quilos de cocaína.

 

Investigações

 

Policia Civil MG

Arnaldo Agostinho Sottani

Aeronave e montante de R$ 260 mil apreendidos com Arnaldo Sottani

Em uma coletiva concedida à imprensa, o delegado regional de MG, Ivan Sales, responsável pelas investigações, disse que teve informações de que Arnaldo estaria na cidade já há uma semana para realizar a compra da aeronave.

 

Segundo Ivan Sales, a apreensão de notas dos R$ 260 mil, em notas miúdas, aliado ao fato de o ex-delegado já ter histórico com o tráfico de drogas, leva a crer que a aeronave seria comprada para transportar drogas.

 

“Arnaldo já havia sido preso em 2016 transportando em um avião 150 quilos de cocaína. [...] A soma de fatores nos faz crer de que seria dinheiro proveniente do tráfico e que essa aquisição da aeronave seria para transportar drogas”, afirmou o delegado. 

 

Outro detalhe levantado pela investigação é o alto nível de conhecimento de Arnaldo em torno das investigações policiais, posto que já ocupou o cargo em Mato Grosso. 

 

“Ele sabe como a polícia trabalha e é uma pessoa que o tráfico de drogas gosta de coaptar, porque já viveu a Polícia. Mas quero frisar que ele foi expulso da instituição em Mato Grosso”, disse.

 

Dinheiro ilícito

 

O montante de R$ 260 mil apreendidos com Arnaldo estava distribuídos em notas de R$ 20 e R$ 50, agrupadas e enroladas em papel filme.

 

O delegado afirmou que até a forma como o dinheiro foi empacotado levanta suspeitas sobre o ilícito.

 

“Chama a atenção a forma com que o dinheiro estava guardado. Essa forma de armazenar o dinheiro [em papel filme] seria típica de quem tem dinheiro de origem ilícita. Porque o dinheiro mofa”, explicou.

 

Essa forma de armazenar o dinheiro [em papel filme] seria típica de quem tem dinheiro de origem ilícita. Porque o dinheiro mofa

“Um montante desses que é sacado no banco, em um volume desse de R$ 260 mil, dificilmente é sacado em notas de R$ 20. Normalmente seria de R$ 200, R$ 100”, disse.

 

Dinheiro vindo da advocacia

 

Às autoridades policias, Arnaldo informou que quando deixou a prisão, em 2020, prestou serviços como advogado a integrantes de uma organização criminosa em Cuiabá. 

 

Pelos serviços, o investigado teria cobrado o valor de R$ 500 mil. 

 

Arnaldo é piloto e, segundo ele, o desejo era comprar a aeronave com o dinheiro recebido por um dos integrantes do grupo.

 

Arnaldo foi preso em 2016, em Cuiabá. Ele teve liberdade provisória no ano passado, quando se mudou para Minas Gerais.

 

Em 2013, o então delegado foi demitido pelo governador Silval Barbosa por ter recebido vantagem indevida, para alterar o curso da apuração quando investigava um suposto roubo do gado em Carlina (MT).

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