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CANDIDATA DE BOLSON

“Política deve ser limpa; Senado não é lugar de gente corrupta”

Na disputa pelo Senado, Coronel Fernanda defende atos do presidente e quer mudança no Código Penal

Raul Site Felix

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25/10/2020 21h52
Por: Raul Site Félix

Candidata ao Senado pelo Patriota, a tenente-coronel Rúbia Fernanda, que se apresenta como a representante do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa, defende bandeiras como renovação na política, fim dos conchavos e combate à corrupção.

 

Atacada pelos adversários pela sua inexperiência na política, ela rebate que o Senado "não é lugar de corrupto" e que tem formação suficiente para ocupar a vaga.

 

"Senado não é lugar de gente corrupta. E eu não sou corrupta. As funções de um senador, eu já sei. E eu vou fazer melhor ainda, porque o meu mentor é Jair Messias Bolsonaro", afirmou ela em entrevista ao MidiaNews.

 

Com 24 anos dedicados à Polícia Militar de Mato Grosso, a coronel afirmou que não teme "manchar" a farda na política, se posicionou sobre assuntos em discussão no Congresso - como a reforma administrativa e a possível cassação do filho do presidente, Flávio Bolsonaro (Republicanos) -, defendeu o posicionamento do presidente quanto à vacina chinesa e criticou políticos que se escondem em gabinetes.

 

A Coronel Fernanda, nome usado por ela na urna, ainda defendeu mudanças no Código Penal, principalmente quanto aos crimes de "colarinho branco".

  

Confira os prinicpais trechos da entrevista:

 

MidiaNews – Temos uma campanha atípica, curta e com recursos limitados. Como está sendo a sua?

 

 

É difícil. Tem candidato que não respeita regra eleitoral. É pior para quem anda na linha e eu estou

Coronel Fernanda – Realmente, é difícil. Tem candidato que não respeita regra eleitoral. É pior para quem anda na linha e eu estou [na linha]. E você vê que há uma concorrência até meio desleal. Você luta para cumprir as leis e tem muita gente que não cumpre.

 

MidiaNews - Nos seus programas eleitorais, sempre bate na questão da corrupção e diz que tem experiência em correr atrás e colocar bandidos na cadeia. Como pensa em fazer isso dentro do Senado?

 

Coronel Fernanda – Primeiramente, ajudando a fiscalizar tudo o que vem para Mato Grosso. Porque ficar só atrás do gabinete, achando que entregar recursos já está resolvido, não está. Precisamos fazer parte do processo todo. E quem vai fiscalizar isso para mim é o povo, que está no município atendido. Nós temos que fazer isso, o povo tem que aprender a ter esse canal de comunicação. Não é só enviar o recurso, é saber como ele está sendo aplicado, se ele está disponível para o cidadão.

 

MidiaNews - A senhora tornou-se o principal alvos de ataques nessa campanha, tanto de adversários quanto de pessoas contrárias ao presidente, inclusive relatou provocações feitas a sua filha. Como vê esses ataques?

 

Coronel Fernanda – Eu vejo que nós precisamos dar uma limpada na política e trazer pessoas que realmente queiram contribuir, construir. Porque gente para desconstruir, já temos um monte. Precisamos de gente que queira trabalhar, defender. E não defender só falando, mas colocando a mão na massa.

 

MidiaNews – E os ataques já fugiram da esfera política e foram para a esfera pessoal?

 

Coronel Fernanda – Sim, mas eles não conseguem achar nada que possa me atingir. Não conseguiram até hoje, já tentaram tudo. Mas não vão conseguir me parar, fazer com que eu desista. Deus está comigo. Esse é um projeto do presidente Jair Bolsonaro e eu vou cumprir até o final.

 

Precisamos dar uma limpada na política e trazer pessoas que realmente queiram contribuir

MidiaNews - Uma das críticas de seus adversários é que a senhora não tem experiência política e o Senado não é lugar para aprendizado. O que tem a dizer?

 

Coronel Fernanda – Senado não é lugar de gente corrupta. E eu não sou corrupta. As funções de um senador, eu já sei. E eu vou fazer melhor ainda, porque o meu mentor é Jair Messias Bolsonaro.

 

MidiaNews – Acredita que uma formação mínima é necessária para se candidatar ao Senado ou a qualquer cargo público?

 

Coronel Fernanda – Sim, porque trabalhamos com leis, orçamentos. Tem que ter um preparo mínimo para entender como tudo funciona, porque temos exemplos aí de alguns que vivem fazendo projetos de lei com vício de iniciativa e que acabam todos arquivados. Não adianta apenas chegar lá. Tem que ter noção para não se prestar a esse tipo de papel.

 

MidiaNews - Apesar de nova na política, a senhora já deve ter percebido como as coisas se movem nos bastidores e há os descrentes que dizem que é impossível entrar para a política sem se sujar. Não teme jogar lama na sua farda após 24 anos na PM?

 

Coronel Fernanda – Não, porque se eu tivesse que fazer isso, teria feito lá atrás, na Polícia Militar. E eu não fiz isso. Eu tenho princípios e temor a Deus. Tenho muito disso. E acho que precisamos fazer um chamamento para que as pessoas de bem, as pessoas que queiram fazer algo, venham para a política para ocupar espaço. Porque se você que é do bem não ocupa espaço, ele fica vazio e é ocupado por qualquer um. Falta mais engajamento. Porque não é fácil entrar na política.

 

A corrupção está em todo o lugar. Todo mundo tem chance de ser corrompido, todos os dias. Se você tem fé, compromisso, ética, bons valores que te moldam como pessoa e acredita nisso, você não se corrompe.

 

MidiaNews – E como tem sido essa experiência até agora?

 

Coronel Fernanda –  Estão jogando pesado. Mas eu não fui forjada de qualquer jeito, aprendi muito a lidar com problemas, com dificuldades, a fazer muito com pouco e vou seguir em frente.

 

MidiaNews

Coronel Fernanda

"Senado não é lugar de gente corrupta. E eu não sou corrupta"

MidiaNews – Seus eleitores não precisam temer que a senhora entre, então, para os conchavos políticos, faça a política do “toma lá, dá cá” que sempre existiu?

 

Coronel Fernanda – Não. Se quiser andar comigo, você vem, porque você acredita, porque você está convicto, mas sem essa de “toma lá, dá cá”, sem essa de querer algo em troca. Eu tenho apenas um caminho a seguir, que é o de apoiar o presidente Jair Bolsonaro. Quem quiser vir para somar, apoiar, venha consciente de que a regra é essa. Se quiser, bem. Se não quiser, amém.

 

MidiaNews – A senhora disse que entrou na política por um convite do presidente. Qual a principal diferença de ver a política de fora e estar participando ativamente dela? O que é mais difícil?

 

Coronel Fernanda - A política vista de fora não tem nada a ver com o que ocorre aqui dentro. O mais difícil são as traições. Quando você tem personalidade, propósitos, você acredita no ser humano. E, aí, você percebe que as pessoas são gananciosas, querem apenas o poder pelo poder. Eu não trato isso como política, mas como politicagem. No pouco tempo que estou aqui, já fui traída bastante. Levo tudo isso da seguinte forma: o projeto é maior do que eu. Eu tenho disciplina, mantenho o foco e não deixo esses ataques entrarem na minha cabeça. 

 

MidiaNews - Nesta semana, falou-se que o presidente Jair Bolsonaro vem a Cuiabá participar da sua campanha. Está confirmada a vinda dele? Ele vai entrar de cabeça na sua campanha?

 

Coronel Fernanda – Não sei quem soltou essa informação. Não existe essa conversa. Mas ele sempre está presente na minha campanha, a estratégia de campanha é dele, inclusive. Ele quem diz se é para ir mais devagar, para acelerar.

 

Como ele tem muita coisa para resolver, irá se engajar realmente nos últimos 15 dias de campanha. Teremos mais vídeos dele, mais participação na campanha, com certeza.

 

 

Se quiser andar comigo, você vem, porque você acredita, porque você está convicto, mas sem essa de “toma lá, dá cá

MidiaNews - A senhora tem conversas diárias com o presidente por telefone? O que ele tem dito sobre a campanha?

 

Coronel Fernanda – Sim, ele tem dito que estamos indo bem e que vamos chegar lá.

 

MidiaNews – E ele tem ciência dos ataques que a senhora tem recebido?

 

Coronel Fernanda – Ele acaba sabendo. Recebe as informações, mas eu evito ficar mandando algo sobre os ataques, até porque o presidente já tem tanta coisa para fazer. Mas ele acaba sabendo, porque sempre têm alguns para fazer papel de papagaio. Porém, eu nunca fui de fazer intriga. Sempre mando as coisas boas para ele, questiono sobre os próximos passos, o que posso ou não fazer. Eu me pauto nisso.

 

MidiaNews – Nesta semana, o vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido) declarou apoio à sua candidatura. Como surgiu essa aliança?

 

Coronel Fernanda – Ele me disse: “Coronel, eu vou apoiar a sua candidatura”. Ele se posicionou de forma voluntária e eu aceitei. É um apoio muito forte e está sendo bom para o projeto. O objetivo final é de que o projeto do presidente Jair Bolsonaro seja vitorioso e isso vai ocorrer comigo no Senado. Então, todo apoio é bem-vindo, desde que não queiram nada em troca. Sempre deixo isso muito claro.

 

MidiaNews – Vocês conversaram sobre projetos para Mato Grosso?

 

Coronel Fernanda – Não, não tivemos uma conversa dentro desse contexto. Sobre projetos para Mato Grosso já conversei com o presidente, que me passou alguns: como a defesa do pequeno e médio produtor do agronegócio, trazer desenvolvimento para Mato Grosso, solução para problemas habitacionais, que deve vir com o projeto que será lançado no ano que vem, que é a casa verde e amarela. Ele já enviou esse ano muito recursos para a saúde.

 

MidiaNews – O agronegócio tem um peso muito grande no Estado e alguns senadores admitem que, ainda que não sejam financiados diretamente pelo segmento ou pelos barões do setor, trata-se da atividade que movimenta a economia do Estado e merece defesa. Pretende atuar na defesa do agro no Senado?

 

Coronel Fernanda – Eu tenho que defender todas as pautas que tragam benefícios para Mato Grosso. Sabemos que existem pautas voltadas à agricultura, à pecuária, que precisamos defender para que possa fomentar mais renda para o Estado, município e para o agricultor, seja ele pequeno, médio ou grande. Sabemos as dificuldades que todos eles passam, porque são empresas a céu aberto, sujeitas às intempéries do tempo.

 

 

A política vista de fora não tem nada a ver com o que ocorre aqui dentro. O mais difícil são as traições

Mas também temos que defender, por exemplo, as pautas do Comércio, que é outro setor que gera muito emprego e renda e que pagam muitos impostos.

Temos que trabalhar em conjunto e defender essas pautas. Se eu não faço isso, não estarei gerando emprego e levando renda e oportunidade nos municípios.

 

MidiaNews – Hoje, como vê a defesa do agronegócio sendo feita no Senado? Está muito voltado a um pequeno segmento, beneficiando apenas os mais ricos?

 

Coronel Fernanda – Hoje, não temos uma pauta que defenda o agro como um todo, não é? Ela defende apenas um grupo, sendo que é uma demanda de todos os produtores, do pequeno ao grande.

 

MidiaNews – Há poucos dias, ocorreu um incidente com a aeronave em que estava. A senhora tem quatro filhos. Por acaso eles chegaram a pedir para que não continuasse com a campanha?

 

Coronel Fernanda – Não. Meus filhos me vêem como uma pessoa muito forte. E eu sou muito forte, sempre enfrentei muitos desafios para chegar aonde cheguei. Então, nunca houve esse pedido. Pelo contrário, aí que eles entraram ainda mais forte nessa luta comigo.

 

MidiaNews – Muitos apoiadores do presidente criticaram a indicação de Kássio Nunes para o Supremo Tribunal Federal (STF), pois queriam um evangélico ou alguém mais comprometido com o pensamento conservador. Como enxerga a ida de Kássio Nunes ao STF? Se fosse senadora, votaria a favor?

 

Coronel Fernanda – Se fosse senadora, sendo uma indicação do presidente Jair Bolsonaro, votaria a favor, com certeza. Eu entendo que o presidente sabe o que está fazendo, sempre soube. Ele é estratégico, ele conhece. Às vezes, toma umas decisões que muita gente critica e depois fala: ‘Ah, realmente o presidente Jair Bolsonaro tinha razão’. Ele sabe o que ele está fazendo. Se ele indicou, é porque confia e acredita. É porque a pessoa vai defender as pautas que ele defende.

 

MidiaNews

Coronel Fernanda

"A corrupção está em todo o lugar. Todo mundo tem chance de ser corrompido, todos os dias"

MidiaNews – O ex-ministro Joaquim Barbosa foi indicado pelo ex-presidente Lula, em 2003, e posteriormente se tornou algoz do PT no Mensalão. Não teme que, uma vez lá dentro, Kássio Nunes se volte contra Bolsonaro?

 

Coronel Fernanda – Não, porque o presidente Jair Bolsonaro não comete irregularidades. Está há dois anos trabalhando em prol do povo e em uma vida pública de mais de 20 anos, nunca cometeu irregularidades. Ele é um homem sério e um exemplo a ser seguido.

 

MidiaNews – Esta semana o presidente desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e afirmou que não vai comprar a vacina chinesa desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantã. Qual a idéia que a senhora tem da vacina chinesa?

 

Coronel Fernanda – Tenho o mesmo entendimento do presidente. Nós não somos cobaias. Precisamos ter uma certeza. Por que não começaram na China? Por que tem que começar aqui? O presidente está corretíssimo.

 

MidiaNews - A senhora, então, não tomaria?

 

Coronel Fernanda – Eu não tomaria essa vacina. Não tem uma certificação. Primeiro, me certifico na minha casa, uso nos meus, antes de levar para outro lugar. O presidente não toma nenhum posicionamento sem antes ter um embasamento, sem antes tomar conhecimento de todas as informações.

 

MidiaNews – Uma das principais discussões atuais no Congresso é a reforma administrativa. Uma das propostas estabelece o fim da estabilidade do servidor público. Como se posiciona sobre esse tema?

 

Coronel Fernanda – Temos dentro da reforma algumas funções que são estadistas e elas terão um tratamento diferenciado. Mas tem outras funções que não são do Estado e que, com o decorrer do tempo, foram fazendo “puxadinhos”. O que a reforma administrativa vai fazer é acabar com os “puxadinhos”, fazer com que o trabalho estadista, que está na Constituição, seja cumprido dentro dos limites e que as outras sejam mais leves, para que sobre recursos para o Estado investir mais em retornos ao cidadão.

 

MidiaNews – É possível que juízes e promotores fiquem de fora da reforma administrativa. Não será uma injustiça se estas categorias forem poupadas da reforma?

 

 

Tenho o mesmo entendimento do presidente. Nós não somos cobaias. Precisamos ter uma certeza. Por que não começaram na China?

Coronel Fernanda – O texto está sendo discutido e acredito que o resultado será positivo. Mas eu queria que, nesse momento, quem está no Judiciário e no Legislativo tivesse essa mesma consciência e já aproveitasse e fizesse uma reforma geral. São poderes diferentes e o presidente da República comanda o Executivo. Ele tem que respeitar os demais poderes.

 

MidiaNews – Acha que a estabilidade pode levar a uma certa acomodação?

 

Coronel Fernanda – Não, porque esse termo, estabilidade, não é verdadeiro, é visto de forma pejorativa. Porque nenhum servidor é “ad eternum”. Ele passa por avaliações mensais. A Polícia Militar é uma das instituições que mais demite. Anualmente, temos muito processos de exclusão. Porque é feita uma avaliação, se há denúncia, apura. Sendo condenado, é expulso. Se não for, retorna às atividades.

 

Mas precisamos avançar em muitas coisas, avançar para trazer uma melhoria às atividades de Estado, do Executivo, para servir melhor ao cidadão.

 

MidiaNews – O que leva da sua carreira na Polícia Militar para a política?

 

Coronel Fernanda – Preservar o que é público, ter como bandeiras o patriotismo, o valor da família. Eu vejo isso na Segurança Pública. Famílias sem estrutura têm filhos voltados para a criminalidade. Família que não tem esse contexto de estar junto, esses valores, têm problemas. Essas bandeiras defendidas pelo presidente sedimentam, são a base de uma sociedade. E eu estarei lá para defendê-las.

 

MidiaNews – Caso eleita, poderá ter que votar um eventual pedido de cassação do mandato do senador Flávio Bolsonaro. Conseguirá votar contra os interesses do filho do presidente?

 

Coronel Fernanda – Eu sou a favor do presidente Jair Bolsonaro.

 

Eu não tomaria essa vacina. Não tem uma certificação

MidiaNews – Este ano, o deputado federal José Medeiros (Podemos), que também concorre ao Senado na eleição suplementar em Mato Grosso, apresentou um do Projeto de Lei (PL 832/2019) que “extingue a exigência do Exame de Ordem” para exercer a profissão de advogado. Como se posiciona sobre isso?

 

Coronel Fernanda – Eu acho que o Exame da Ordem deveria ser facilitado. A taxa é muito cara. Hoje, já cobra-se muito dos alunos e as faculdades estão aquém do que é necessário. Eu acho que deveria ter um trabalho das instituições de ensino, para que o estudante de Direito realmente tenha condições de prestar o exame. Porque hoje, além da faculdade, o estudante gasta uma nota preta com cursinhos preparatórios.

 

Não é um exame descartável, mas acho que precisa ser adequado à realidade. A própria Ordem dos Advogados deveria estar mais em cima das faculdades, cobrando a qualidade do ensino e dos professores, porque é dali que vai sair o profissional. Tem que pegar pesado.

 

MidiaNews – Acha que a extinção do Exame da Ordem abre margem para picaretas?

 

Coronel Fernanda – Não. Tem muito picareta inteligente. Não é passar ou não no Exame da Ordem que irá definir isso. Mas acredito que mudanças precisam ser feitas. O exame está muito caro para quem está começando.

 

Sou contra a extinção, mas acho que deveria ter uma adequação. Defendo uma mudança da forma como está. Nem 8, nem 80. Eu fui aprovada no Exame da Ordem e sei a dificuldade que é. A educação precisa ser melhorada. 

 

MidiaNews – Alguns dos seus adversários já estiveram no Congresso – Pedro Taques (Cidadania), Nilson Leitão (PSDB), José Medeiros. De estreantes, temos a senhora, o Euclides Ribeiro (Avante) e o Felician Azuaga (Novo). Acha que o trabalho feito lá os credenciam para tentarem essa vaga ou deveriam “largar o osso”?

 

Coronel Fernanda – Eu sei que quem eu sou me credencia para estar no Senado. Acho que sim, temos que renovar, precisamos de propostas melhores. Porque nós já sabemos os resultados do passado. Agora, nós podemos ter um resultado diferente no futuro. Deve-se ter uma alternância de representantes.

 

MidiaNews

Coronel Fernanda

"Eu entendo que o presidente sabe o que está fazendo, sempre soube. Ele é estratégico, ele conhece"

MidiaNews – A senhora defende que não adianta apenas enviar emendas aos municípios, mas também fiscalizar, não é?

 

Coronel Fernanda – Sim. Se você fala que enviou R$ 200 milhões para a Saúde, mandou para fazer o quê? Você fiscalizou a aplicação?

 

Temos quatro fatores no tocante a emendas. Primeiro, a proposta da emenda. Segundo, é o Governo pagar. Terceiro, é saber se a emenda foi recebida e o projeto, executado. E quarto, é fiscalizar se foi executado dentro da qualidade que o povo merece.

 

Senador tem que ir até onde o povo está, tem que estar perto. Político que fica em ar-condicionado, em rede social, não adianta. Você tem que andar, ser visto, prestar conta, ouvir críticas.

 

MidiaNews – A senhora bate bastante no combate à criminalidade. Como pensa em trabalhar isso no Congresso? Quais são as suas propostas para a Segurança, por exemplo?

 

Coronel Fernanda – Temos que fazer um trabalho muito forte na região de fronteira, para impedir que o narcotráfico atue no nosso Estado. Hoje, temos muitos adolescentes e jovens envolvidos com o tráfico de drogas e aí vira uma cadeia: tráfico, furto, roubo, estupro, homicídio. Um puxa o outro. E se você fechar a porteira, diminui de forma sensível na ponta.

 

Temos que fazer projetos de lei para tornar as penas mais rígidas para crimes na região fronteira, fazer com que os recursos cheguem para a fiscalização daquela região, para impedir que o que não deve entre no nosso Estado, no nosso país, como as drogas.

 

MidiaNews – Tem críticas ao Código Penal? Defende algo para melhorá-lo?

 

O cara que comete crime de corrupção deveria pagar em dobro o que ele retirou, financeiramente falando. Ele deveria perder o direito de participar, para o resto da vida, da política

Coronel Fernanda – Tem que mudar muita coisa ali, ter penas mais severas. Vamos tomar como exemplo a Lei Maria da Penha, que não está no Código Penal, é uma lei apartada, mas que tem vínculo. Se o cara te bater, você ganha uma medida protetiva. Se ele te matar, no outro dia ele aparece com um advogado, responde a aquilo enquanto está na sua casa, usufruindo do seu patrimônio. Daqui a pouco ele casa com outra, mata novamente. Então, precisamos ser mais rígidos.

 

As leis hoje proíbem o trabalho obrigatório para os presos. Precisamos mudar isso. Preso tem que trabalhar. Nós trabalhamos para comer, viver, e isso só não nos afeta negativamente, pelo contrário. Preso tem que pagar pelo que fez. E não só com a liberdade, mas com o bolso. Porque o homem, infelizmente, é guiado pelo seu bolso. Ele mata para ter dinheiro para droga, ele rouba para ter o que não consegue trabalhar para ter. Então, que ele trabalhe para pagar a pena dele no presídio.

 

MidiaNews – E quanto aos crimes de “colarinho branco”?

 

Coronel Fernanda – Também, porque hoje não existe pena, né? É irrisória, parece brincadeira. O cara que comete crime de corrupção deveria pagar em dobro o que ele retirou, financeiramente falando. Ele deveria perder o direito de participar, para o resto da vida, da política. Deveria nem mesmo ser filiado. Já mostrou que não serve para isso. Se ele se regenerou, que vá cuidar de seus projetos pessoais, não vá mais mexer com o dinheiro público.

 

Porque quando esses políticos roubam, eles não matam um. Eles matam milhares. Mata a esperança de muitos por um futuro melhor. Tira a vida de outros que morrem esperando por atendimento. Promove a criminalidade, porque o jovem sem uma base educacional boa vai para a vida de crime e, se falta emprego, o cidadão se volta para a criminalidade.

 

Para os políticos deveriam existir as penas mais severas, porque hoje é muito maleável.

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