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MORTE DE ISABELE

Enfermeiro do Samu diz que viu mulher recolher material de arma Ele conta que chegou a pedir que ela não mexesse no equipamento, pois se tratava de cena de crime

Um dos responsáveis por atender a ocorrência no condomínio Alphaville no último dia 12 – e que vitimou uma adolescente de 14 anos –, o enfermeiro do Serviço Móvel de Atendimento

Raul Site Felix

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03/08/2020 21h47
Por: Raul Site Félix

Um dos responsáveis por atender a ocorrência no condomínio Alphaville no último dia 12 – e que vitimou uma adolescente de 14 anos –, o enfermeiro do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu) Paulo Antonio Ferreira Junior afirmou ter presenciado, na noite do crime, uma mulher retirando materiais de manutenção de arma de fogo que estavam em cima de uma mesa na residência onde ocorreu a tragédia.

 

A mulher, segundo ele, possivelmente seria Gaby Cestari, que é mãe da adolescente que efetuou o disparo acidental.

 

A informação consta no depoimento de Paulo à Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, no último dia 30.

 

Ao delegado Francisco Kunze, o enfermeiro relatou o que presenciou na casa do empresário Marcelo Cestari - onde ocorreu o crime - desde a hora em que entrou no condomínio até o momento em que o Samu deixou o local sob os cuidados da Polícia Militar.

 

Paulo Antônio disse que no dia do fato recebeu, entre 21 horas e 22 horas, uma chamada para atender a uma ocorrência de parada cardiorrespiratória. Ele relatou que a equipe teve certa dificuldade para entrar no Alphaville, uma vez que, na portaria do condomínio, os funcionários não tinham conhecimento do acionamento do Samu.

 

Mais adiante, Paulo relatou que na chegada do Samu à residência, ele e seus colegas encontraram um “tumulto” com muitas pessoas em frente à casa.

 

Na sala, ele disse ter visto vários materiais de manutenção de arma de fogo em cima de uma mesa. No local, segundo o enfermeiro, não havia nenhuma arma de fogo.

 

Na sequência, ele subiu até o andar superior da casa e não viu nenhuma arma ou munição. O local, conforme ele, não apresentava nenhum sinal de luta corporal, tampouco de adulteração de cena.

 

O depoente, ao descer, visualizou uma senhora, que trajava vestido vermelho, possivelmente a dona da casa, a qual estava retirando o material de manutenção de arma de fogo que estava sobre a mesa

Chegando ao closet, Paulo avistou, já dentro do banheiro, o empresário Marcelo Cestari, um médico do Samu, um médico cirurgião vascular e uma mulher que se identificou como fisioterapeuta.

 

Neste momento, ele relatou ter ouvido o médico do Samu confirmar que Isabele Ramos já estava morta. Desta forma, ele pegou seu celular funcional para informar à Polícia sobre o ocorrido.

 

Ainda naquele momento, o enfermeiro disse ter questionado Cestari sobre a ocorrência de um possível suicídio, sendo informado que o fato se tratava de um acidente, sem maiores detalhes.

 

“O depoente deixou o quarto no momento em que efetuava a ligação para o Ciosp, porém observou que continuou uma movimentação muito grande em toda a casa”, cita trecho do depoimento.

 

“O depoente, ao descer, visualizou uma senhora, que trajava vestido vermelho, possivelmente a dona da casa, a qual estava retirando o material de manutenção de arma de fogo que estava sobre a mesa”, acrescenta.

 

O enfermeiro disse ter advertido a mulher a não mexer no local já que se tratava de uma cena de crime.

 

Neste momento, segundo ele, uma pessoa que seria Marcelo Cestari, falou “em tom alto e nervoso” que podia tirar os materiais do local, já que a tragédia teria ocorrido na parte superior da casa e que “na sala não tinha nada”.

 

Após isso, Paulo afirmou ter ficado em frente a residência, aguardando a chegada da PM. Na chegada dos policiais, ele informou ao tenente responsável que os materiais haviam sido retirados da mesa da sala.

 

Ele também mostrou a um soldado da PM a mulher que retirou os materiais do local.

Veja fac-símile de trecho do depoimento:

 

Exaltação de tio e empresário

 

Ainda em seu depoimento, o enfermeiro disse que estava na residência no momento em que um tio de Isabele chegou ao local.

 

Segundo Paulo, o homem estava bastante exaltado e questionava Marcelo Cestari sobre o paradeiro da arma que tirou a vida da sobrinha.

 

“Apesar da exaltação de ambos (tio da vítima e Marcelo), o depoente não presenciou nenhuma ameaça”, cita o depoimento.

 

Segundo ele, colhidas as informações que cabiam a Samu, a equipe deixou o local sob responsabilidade da Polícia Militar.

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