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Cultura DISPUTA AO SENADO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não deve revelar por ora quem irá apoiar na eleição suplementar ao Senado, que ocorrerá

Governador tem uma série de aliados como pré-candidatos e mantém cautela sobre anúncio de apoio

05/02/2020 às 05h18 Atualizada em 05/02/2020 às 05h24
Por: Raul Site Félix
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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não deve revelar por ora quem irá apoiar na eleição suplementar ao Senado, que ocorrerá

Mendes: prioridade é gestão e apoio não será revelado agora

Governador tem uma série de aliados como pré-candidatos e mantém cautela sobre anúncio de apoio

Victor Ostetti/MidiaNews

O governador Mauro Mendes, que adiou decisão sobre apoio em eleição ao Senado

DOUGLAS TRIELLI E CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que não deve revelar por ora quem irá apoiar na eleição suplementar ao Senado, que ocorrerá em 26 de abril em Mato Grosso.

 

À imprensa, o democrata disse estar focado em sua gestão.

 

“Por enquanto, tenho muitas obrigações e compromissos para me ocupar no Governo. Tenho dito e repito isso. Não é uma prioridade minha fazer definição de apoio político neste momento”, afirmou.

 

“Mas, assim que o cenário estiver definido, saber quem são os candidatos que verdadeiramente irão se inscrever, vou analisar internamente com aqueles que estão mais próximos do grupo político que eu faço parte. Aí vou tomar uma decisão. Isso deve acontecer somente depois das inscrições fechadas”, acrescentou.

 

A cautela de Mendes se dá pelo fato de ter uma série de aliados com a intenção de concorrer ao cargo. Entre eles, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), o chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília, Carlos Fávaro (PSD), a superintendente do Procon, Gisela Simona (Pros), o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal’Bosco (DEM), e o ex-governador e membro do diretório do DEM, Júlio Campos.

 

 

Como disse, vou tomar essa decisão lá na frente, mas o Otaviano tem enormes predicados. É meu amigo, é o vice-governador

Questionado se estaria mais propenso a apoiar Pivetta, Mendes desconversou.

 

“Como disse, vou tomar essa decisão lá na frente, mas o Otaviano tem enormes predicados. É meu amigo, é o vice-governador. Eu disse a ele que gostaria de tê-lo como vice-governador. Mas se é um desejo dele concorrer ao Senado, eu, como amigo, vou respeitar esse desejo dele”, afirmou.

 

“E aí esse vai ser um componente importante para que possamos tomar uma decisão, em um momento adequado, sobre quem iremos apoiar nessa eleição suplementar ao Senado”, completou.

 

Prazos

 

Os líderes do DEM estabeleceram o prazo de 14 de fevereiro para inscrição dos interessados na disputa. Até o dia 17 de fevereiro, escolhem o nome com maior viabilidade para a disputa.

 

Entretanto, a escolha se será lançado ou se o DEM irá se aliar a outro partido deve ocorrer somente no dia 11 de março, data já marcada para a convenção.

 

Conforme prazos da Justiça Eleitoral, as siglas têm entre 10 e 12 de março para realizar as convenções. Dia 17 de março é o prazo final para o registro de candidaturas.

 

A vaga

 

A disputa ao Senado ocorrerá porque a senadora Selma Arruda (Podemos) teve o mandato cassado.

 

Em abril do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou seu mandato, por unanimidade. Ela foi acusada de caixa 2 e abuso do poder econômico na eleição de 2018. Logo em seguida, ela ingressou com recurso na corte superior.

 

No dia 10 de dezembro, por seis a um, os ministros cassaram a senadora, bem como seus suplentes, o empresário Gilberto Possamai e Clerie Fabiana Mendes. Conforme a decisão, eles se tornaram inelegíveis por oito anos.

 

Cabe recurso contra a decisão. No entanto, conforme a Legislação, ela deverá aguardar o julgamento de um eventual recurso fora do cargo.

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